Negar a mim mesmo? – Por quê?

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Yeshua disse que nosso “Sim” deve ser “Sim” e nosso “Não”, “Não” (Mateus 5.37). No contexto, ele estava falando a respeito de votos religiosos, mas podemos levar a aplicação um passo além: o bem é bem, e o mal é mal (Isaías 5.20).

Dizemos “Sim” para o quê? Para tudo que é bom! Todas as promessas de Deus recebem “Sim” e “Amém” por meio de Yeshua (2 Coríntios 1.20). Devemos ocupar nosso pensamento com tudo o que é bom e puro (Filipenses 4.4-8). Quando meditamos nas promessas de Deus, desenvolvemos uma atitude otimista e somos transformados na nossa mente (Rm 12.1-3).

Mas, ao mesmo tempo, precisamos dizer “Não” às coisas ruins. O mal vem de três fontes: o mundo (pressão social); a carne (orgulho e desejos impuros); o diabo (espíritos demoníacos). Nós dizemos “Não” a tudo que leva ao pecado e à morte.

Sepultando nossa carne

Yeshua disse:“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (Lucas 9.23). Seguir Yeshua nos torna participantes de todas as gloriosas bênçãos de Deus.

Entretanto, o caminho de seguir em suas pegadas começa com: “negue a si mesmo”. Isso significa dizer “Não” a nossos próprios desejos egoístas. Os rabinos chamam isso de יצר הרע, yetzerhara’, o instinto para o mal.  

Considere:

  1. Pense em quantos dos Dez Mandamentos começam com “Não”!
  2. Salmos Um começa com três negativas – o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, não se assenta na roda dos escarnecedores.
  3. A grande oração de Yeshua no Getsêmani repetiu vez após vez “Não seja como eu quero, e sim como tu queres…” (Mateus 26.37-44).
  4. O último fruto do Espírito é “domínio próprio” (Gálatas 5.22-23).
  5. Uma das qualidades que recebemos como “coparticipantes da natureza divina” também é domínio próprio (2 Pedro 1.3-7).

Paulo também falou de crucificar a “si mesmo”: “estou crucificado” (Gálatas 2.20); “o mundo está crucificado” (Gálatas 6.14); “crucificar a carne” (Gálatas 5.24). Não se trata, de maneira alguma, de autoflagelamento ou autocondenação, mas de dizer “Não” a influências malignas, especialmente aos nossos próprios instintos pecaminosos.

Negar a si mesmo é o contrário de autocondenação; é uma obra da graça feita pelo Espírito Santo.“Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus – o Messias Yeshua” (Romanos 8.1). Graças a Deus, pelo sangue de Yeshua, fomos purificados de toda culpa (Hebreus 9.14; 10.1-3; 12.24).

Porém, o mesmo Espírito Santo que nos livra de toda condenação também “mortifica” egoísmo, cobiça e desejos impuros. “Se, pelo Espírito, mortificardes os feitos do corpo, certamente, vivereis… ” (Romanos 8:13). No meio de todos os versículos maravilhosos e positivos sobre a obra do Espírito Santo, será que simplesmente “pulamos” esse último texto? O Espírito Santo coloca um ponto final a todas as obras da carne.

De dentro para fora

Por que essa qualidade de autocontenção é tão importante? Tem a ver com nosso destino como filhos de Deus de ter domínio sobre a criação (Gênesis 1.26-29). Fomos chamados para “reinar e governar” juntamente com ele (Romanos 5.17; Apocalipse 5.10; 20.6). Domínio próprio, na verdade, é governar a si mesmo. Se você pode governar a si mesmo, está pronto para governar o mundo.

Provérbios 16.32 – “Melhor é o longânimo do que o herói de guerra, e o que domina o seu espírito, do que o que toma uma cidade.” É necessário ser capaz de controlar seus próprios sentimentos e desejos antes que possa governar sobre coisas externas. Tomar domínio sobre si mesmo vem antes de tomar domínio sobre a criação de Deus. Essa é uma qualidade de caráter que é essencial para quem deseja cumprir os propósitos mais elevados de Deus para sua vida.

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By | 2019-03-06T22:54:39+00:00 February 27th, 2019|Uncategorized|0 Comments

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