Orações de 1 Timóteo em Favor do Oriente Médio

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Por Asher Intrater

A situação no Oriente Médio é tão complexa que muitas vezes não se tem certeza exatamente de como orar. Muitos crentes bem-intencionados ficam tão presos em um aspecto do conflito ou em outro que perdem o quadro geral. Às vezes, com zelo mal direcionado, podemos até descobrir que estamos orando contrariamente à vontade de Deus.

Penso que seria bom, portanto, no contexto de interceder por eventos no Oriente Médio, rever alguns princípios básicos de 1 Timóteo 2.1-5.

1. “Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de súplicas, orações, intercessões, ações de graças, em favor de todos os homens.

A frase “todos os homens” tem a ver com o fato de que Deus ama a todos. No conflito atual, existem também implicações étnicas. A maioria dos cristãos acaba ficando de um lado, orando apenas pelos judeus ou apenas pelos árabes. Devemos orar para que a bondade de Deus seja estendida a ambos os povos.

2. “Em favor dos reis e de todos os que se acham investidos de autoridade, para que vivamos vida tranquila e mansa, com toda piedade e respeito.

Uma questão de prioridade é orar para que a sabedoria e a integridade de Deus se manifestem nos principais líderes de governo. Precisamos orar pelos líderes judeus e palestinos, bem como por todos os ministros do governo. Precisamos exercer fé sobrenatural para que a vontade de Deus seja feita através deles.

Se oramos por mais sabedoria e por mais clareza de pensamento para os líderes do governo, a situação de segurança pode melhorar.

Os líderes do governo têm uma função do tipo “diaconato” (Atos 6) de produzir uma sociedade com paz e ordem. Os líderes do governo não vão resolver as questões espirituais. Esse é o nosso trabalho. Não vamos colocar sobre eles as exageradas expectativas de trazer o reino messiânico. Isso vem através de oração e evangelismo. O papel dos líderes políticos é limitar a violência, permitir direitos civis e justiça e trazer ordem para as instituições governamentais.

3. “Isto é bom e aceitável diante de Deus, nosso Salvador, o qual deseja que todos os homens sejam salvos.”

Mais importante que a ocupação da terra, economia melhorada ou direitos civis, é a questão da salvação eterna. Embora todas as questões políticas do Oriente Médio tenham enorme significado profético, a prioridade número um continua sendo o evangelismo. A liberdade de expressão religiosa, portanto, é uma questão que não pode ser negligenciada. No entanto, mesmo em meio à oposição e a questões sociais desafiadoras, o Evangelho pode avançar de maneira maravilhosa.

Lembremo-nos de continuar orando e ofertando em favor do avanço no evangelismo e discipulado nativo entre israelenses e palestinos.

4. “Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem.

Com todo o zelo religioso no Oriente Médio, até mesmo o mais dedicado seguidor de Yeshua pode facilmente perder de vista o fator simples e central: não haverá paz sem o Príncipe da Paz. Yeshua (Jesus) é a única resposta. Esforços bem-intencionados estão fadados ao fracasso enquanto a grande maioria dos israelenses e palestinos continuar a rejeitá-lo. As promessas bíblicas referentes a terra, paz, prosperidade, etc., encontrarão seu cumprimento total somente no reino messiânico, quando ele retornar.

Enquanto isso, à medida que o reino de Deus cresce no Oriente Médio, as bênçãos externas nas esferas política e natural se seguirão. Os conflitos atuais no Oriente Médio não estão desconectados da rebelião histórica e universal da humanidade contra Deus e seu Rei Ungido (Salmos 2:1-7). A submissão a Yeshua, o Messias, é o que fará os conflitos chegarem ao fim.

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By | 2018-08-25T18:24:21+00:00 August 15th, 2018|Uncategorized|0 Comments

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